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domingo, 6 de fevereiro de 2011

Realidades em Camboja





Aqui é comum ver até cindo pessoas numa única moto, praticamente a família inteira e sem capacete!





Carregando Capim-limao (capim-cidreira) muito utilizado na culinária















Sien Reap - Camboja


Partimos de Phnom Penh com muita vontade de ficar, mas como estavámos no fim de nossa viagem, pegamos um bus para Sien Reap e chegamos depois de 7 horas de viagem. No caminho nos deparamos com a culinária mais exótica que já havíamos visto. Baratas, aranhas, sapos, rãs, ganhafotos, tartarugas em típicas baraquinhas à venda (fotografias serão anexadas na página do blog que falará da culinária asiática). Os turistas que não se atreviam a degustar, somente analisavam o pessoal nativo comer com todo desconforto e curiosidade.

Chegando em Sien Reap, cidade no noroeste de Camboja, com 160 mil habitantes a qual esta localizada às margens do rio de mesmo nome, abriga templos como de Angkor Wat e Bauphon sendo patrimônio histórico da humanidade. Siem Reap tem um ar interiorano, mas possui um centrinho repleto de hotéis, restaurantes, cafés, livrarias, mercados de artesanato local e tudo mais que possa satisfazer as vontades do turista.

Como somos mulheres de sorte, no terminal do bus que chegamos logo encontramos um motorista de Tuk Tuk (transporte local) que nos deu todas as informações possíveis da cidade e nos guiou para os pontos de nosso interesse.

Visitamos uma espécie de "vila flutuante", onde uma grande parte da população local vive da pesca. Nos deu pena ver as condições que as pessoas moram, imaginando toda a humidade do local e a vida escassa que levam, no entanto, deslumbram de um por do sol maravilhoso.

À noite, tivemos o prazer de degustar os mais variados sabores de comidas típicas da região diante um show maravilhoso, com dança e música local.


No dia seguinte, resolvemos visitar as ruínas de Angkor que estão localizadas em meio a florestas e terras ao norte do Lago Grande (Tonle Sap) e ao sul dos montes Kulen, próximo à moderna Siem Reap. Na área de Angkor foram encontradas mais de mil ruínas de templos, variando em escala de pilhas de escombros até o imponente templo Angkor Wat, considerado o maior monumento religioso do mundo. O sítio de Angkor recebe mais de dois milhões de visitantes anualmente.

Seguimos a dica de nosso motorista de amanhacer no local, por este motivo acordamos as 5 e meia da manha. Visitamos os 5 principais templos do local. Nos deparamos com imensas ruinas ilustrando desenhos em suas paredes que traduzem o estilo de vida das pessoas que ali habitavam a mais de 1000 anos atrás. Ficamos impressionadas com os detalhes e grandeza e todo esse império.

Um dos templos que mais nos chamou atenção foi o "templo das árvores", as mesmas eram gigantes com raízes grandiosas que envolviam toda a construção de pedras do templo. Ficamos impressionadas com a energia do lugar, com o sonido do canto dos pássaros e as folhas de um canto a outro empurradas pelo brisa do vento. Tivemos sorte por chegar cedo, pois não havia turistas, diferente do horários que resolvemos voltar, nos deparamos com inúmeros deles.

Outro detalhe que nos chamou atenção foi no principal tempo, de Angkor Wat, uma espécie de cava para rebecer a chuva que servia como lugar para os deuses que vinham do céu se banharem.

Neste mesmo dia visitamos o mercado da cidade, bebemos o melhor shake de coco que ja havíamos provado e ainda visitamos a população local. No caminho tivemos a oportunidade de vivenciar um dos rituais budistas que nem sempe acontece em um dos templos afastado da cidade. Nos deparamos com várias mulheres de idade que se dedicam exclusivamente a vida espiritual. Possuem a tradição de raspar todo o cabelo, traziam muitas comidas ao local com a explicação de ofertá-las aos espiritos, como exemplo, pessoas conhecidas ou familiares mortos.

Camboja é realmente um país muito pobre, mas com uma riqueza espiritual sem tamanho. um contraste cultural gigante.











































sábado, 5 de fevereiro de 2011

Phnom Penh - Camboja




Finalmente chegamos a Phnom Penh, capital de Camboja, após ter viajado a noite inteira (12 hs) de bus desde Ho Chi Min. Nós já havíamos feito o Visto, entretanto é possível fazê-lo na fronteira (U$ 30). Este era um dos países que eu particularmente queria muito conhecer, há muitos anos atrás assiti um filme “Os gritos do silencio”e tinha ficado muito impressionada com a história deste povo que logo relato um pouquinho.

A primeira coisa que nos impressionou a pisar nesta terra foi o tamanho do sorriso das pessoas, tão simpáticos que seus risos chegam a ser contagiosos.




Camboja, também conhecido como Kampuchea, fala a lingua Khmer e ainda usam muito o Inglês e francês. O governo é muito semelhante com o governo da Tailândia, possui uma monarquia constitucional de Multi-Partido Democrata – sendo que a família real tem pouco poder global e sim o chefe de governo que tem o maior controle do país. Tem uma população estimada de 13,9 milhões, com uma expectativa de vida média de 60 anos, a mais baixa do mundo, devido a fome generalizada e a baixa infra-estrutura de saúde e serviços sociais.

A moeda é Riel (1$ = 4000 rieis). Imaginem que ao chegar trocamos 100 dólares e nos deram 40 milhoes de ríeis!!!!.


Killing Fields

Visitamos o “Genocídio Museu” que está localizado exatamente no local, onde muitas pessoas foram executadas, Ali também há muitas valas onde foram despejados os corpos, nesses locais aparecem ainda os ossos e pedaços de roupa no solo. Num dos locais estava escrito numa placa que ali ficava um dos militares com um auto-falante falando e amenizando o barulho da matança das pessoas. Construíram um monumento reunindo mais de 4.000 crânios humanos e roupas, desntro desse local escuta-se uma música cuja a melodia é táo triste que nos faz emocionar ainda mais.








Camboja foi palco do maior genocídio da humanidade, aproximadamente 3 milhões de pessoas, 1/5 da população total, foram assassinadas e torturadas durante o mandato do primeiro-ministro Pol Pot, líder do movimento comunista conhecido como Khmer Vermelho, durante os anos de 1975 a 1979.

O objetivo de Pol Pot era de "purificar" o país, criando uma sociedade comunista puramente agrária, uma sociedade sem classes, rejeitando tudo o que fosse relacionado com o capitalismo, cultura ocidental, as influências estrangeiras, a religião e a vida da cidade.

- os moradores da cidade receberam ordens de evacuar para o campo, onde foram forçados a trabalhar em fazendas colectivas, morrendo de fadiga e fome, eram obrigados a produzir 3 toneladas de arroz por hectares, enquanto antes era apenas em média 1 tonelada;

- o dinheiro foi abolido, livros foram queimados, professores, comerciantes e quase toda a elite intelectual do país foi assassinada;

- escolas e hospitais foram fechados, bem como bancos e empresas industriais e de prestação de serviços;

- membros da mesma família foram separados e eram condenados à morte caso se comunicassem, todos os serviços postais e telefónicos foram abolidos;

- as crianças sofreram lavagem cerebral socialista, e aprenderam métodos de tortura com animais, recebendo papeis de liderança em torturas e execuções. Um de seus lemas desse Novo Povo era: “Não existe beneficio em mantê-lo vivo. Não existe prejuízo em destruí-lo";

O fim se deu com a intervenção militar vietnamita, mas o Khmer Vermelho continuou a lutar como uma guerrilha em algumas regiões até que seu líder morreu 18 anos depois.

VELÓRIO BUDISTA

Ao voltar para o hotel passamos por uma casa onde estavam velando uma senhora de tinha falecido naquela madrugada com problemas respiratórios, na verdade ela já estava bem doente e tinha 84 anos. Eles colocam o corpo sobre uma esteira no chão da sala e enquanto isso enfeitam o caixão com muitas flores. Os parentes e amigos se aproximam e ficam ali tomando chá, nós também fomos convidadas a sentar um pouquinho e tomar um chá para ser solidárias a esse acontecimento. No dia seguinte eles levariam o corpo para ser cremado.








PIME (Pontificio Instituto das Missóes Estrangeiras)

No final da tarde nos encontramos com o Pe Gustavo Benitez, um padre Argentino pertencente ao PIME, instituto pelo qual eu tive a honra de conhecer de perto o trabalho que realizam em diferentes missões do mundo, geralmente onde há mais pobreza. Com eles realizei as mais belas experiências de minha vida em Guiné Bissau, na Amazônia, no México e em outras partes do Brasil. Aqui na Ásia eles estão na Tailândia, Camboja e Mianmar (onde estão os primeiros mártires da congregação).

Sabia da existência do Pe Gustavo através de um outro sacerdote amigo em comum. Ele foi ao nosso encontro e conversamos por um par de horas, nos contou como encontrou sua vocação e o trabalho que realiza junto a igreja local. Trabalham basicamente com educação especial para pessoas com deficiências, também com educação normal, promoção humana e capacitação profissional na área rural principalmente. Eles são em apenas 8 padres de PIME e ao todo o país possui 50 de outras congregações estrangeiras pois apenas há 4 padres cambojanos. Os católicos são apenas 1%, num universo de 95% de budistas e um 4% de outras religiões protestantes e animistas, há também uma comunidade mulçumana.


Eu teria gostado de ficar um par de dias para visitar e documentar o trabalho deles, mas infelizmente já estamos no final da nossa viagem e nao temos tempo. Apenas fica um apelo para quem desejar conhecer mais e ajudar a missão, entre em contato com ele pelo e-mail: guscini@yahoo.com.ar