quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Santiago de Atitlan Guatemala



Panajachel fica a 34 km de Chichicastenango, às margens norte do lago Atitlán, tendo ao fundo a vista de três imponentes vulcões, Atitlán, Tolina e San Pedro. É o ponto de saída para os diversos povoados em volta do lago: Santiago, Santa Catarina, San Marcos, San Lucas, Santa Cruz. Cada um destes "pueblos" tem um povo de cultura e língua diferentes, e até mesmo as roupas e as cores usadas são distintas.






A cerca de uma hora de viagem de lancha, fica Santiago de Atitlán, um reduto da tradicional cultura Tzutuhil (a etnia mais intelectual e reconhecida pelas suas pinturas tipicas de um ponto de vista superior) com indígenas vestidos em trajes típicos, de cores fortes. Ali os homens é que bordam suas próprias bermudas de maneira bem firme.


No centro da vila, a igreja de Santiago mostra o sincretismo religioso que há no país: entalhada no púlpito de madeira, uma divindade Tzutuhil. 









Outra devoção local é a entidade maia Maximon.  A estátua de madeira representa um homem fumando charuto, usando um chapéu e muitas gravatas e lenços. A estátua Maximon, é itinerante, muda de endereço a cada ano, no dia 3 de maio, ocupando a casa de algum integrante da confraria local. Os confrades mostram sua devoção oferecendo bebida e dinheiro.






Nesse dia avistamos pela rua uma prosissao de pessoas que se dirigiam ao cementério levando um morto, nos  aproveitamos para acompanhar e conhecer também esta realidade.






A cidade é bem pequena com aproximadamente 10 mil habitantes e toda montanhosa, para nossa sorte existem um transporte pequeno chamado Tuck tuck que por menos de 1 dólar nos leva para qualquer lado. José (nome bastante comum neste povoado= motorista nos levou para percorrer um pouquinho a cidade e seus arredadores. Visitamos o mercado de verduras, frutos e de tudo que se possa imaginar, o porto, num dos bairros estava sendo inaugurada uma escola, as tecedeiras nas suas casas, uma cooperativas de meninas que trabalham com missangas......


















No final do dia ele nos levou para sua casa e nos apresentou sua familia, Numa pequena casa com dois dormitorios e uma cozinha bem precária convivem ele com sua esposa e seu filho pequeno que domem todos numa unica cama de casal e no outro quarto com uma cama de casal tambem dome sua mae e suas irmas, ele nos contou que seu pai os havia abamdonado ha alguns anos atrás e partiu com outra mulher.






Uma foto nossa









Antigua - Guatemala

Com apenas uma hora em van chegamos a antiga capital do reino guatemala ....

Guatemala



Dia 10 de janeiro, finalmente piso em terras guatelmatecas!!!!
Há muitos anos tinha vontade de conhecer America Central e numa oportunidade em que estive em Panamá pronta para vir,  ocorre o golpe de esatdo em Honduras impedindo a minha ida.

A moeda é Quetzal sendo que 1 Dólar Americano = 8 Quetzales. O "Quetzal" vem do pássaro-símbolo do país, que não sobrevive em cativeiro e representa a liberdade. Os maias realizavam ritos sob a copa da árvore sagrada, Ceiba, que chega até 50m. de altura.

Existem mais de 24 grupos etnicosdistintos e cada qual com seu idioma (lingua indígena)

O principal ingrediente guatemalteco é o milho, rei e senhor.




terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Afro-cubanos

O Culto aos Orishas e Santos Afrocubanos 
Santeria cubana
Divindades yorubas Obbatalá

Cuba 2012

Retorno a Cuba depois de 5 meses levando uma exposi'cao fotografica e fazendo uma fala no XVIII Encontro de Antropologia ......

domingo, 20 de novembro de 2011

Dia da Consciência Negra


Malaika, significa "anjo" em SUAILI (do árabe), é a mais famosa canção de amor no Quênia. 

 20 de novembrode 1695 -  morre Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares. Esta data foi estabelecida em 2003 para comemorar o DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. 

 Zumbi -  foi um personagem histórico que lutou até a morte pela liberdade do seu povo negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil.

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país.













sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Dulce Maria

                Esta exposição em fotografias e video, nasce na espontaneidade de um encontro e do acolhimento recebido em casa de um amigo em Cuba. Num cenário familiar e rotineiro,  procurei simplesmente acompanhar e compartilhar de uma experiência comovente: a relação entre uma filha e sua mãe idosa. 
           Nesta relação, a mãe já bastante adoecida e praticamente acamada, depende dos constantes cuidados de sua filha que, sem medir esforços, com paciência, carinho e doação, transforma esta cena, aos meus olhos, aparentemente cansativa e sofredora, numa realidade de amor incomensurável, delicadeza e compaixão

Abertura: 18 de outubro das 19 h à 21 h
Visitação:  18  à 31 de outubro - das 8:00 às 19:00 horas.
Local: Galeria Martinho de Haro – Câmara Municipal de Florianópolis – Rua Anita Garibaldi, 35- Centro.

FLORIPA NA FOTO

CEART/UDESC

Texto do crítico de arte

"Abordando através do vídeo e do registro fotográfico  a relação mãe-filha numa situação limite, Virginia Yunes nos mostra uma série de impactantes imagens, onde a precariedade da condição humana é exposta em toda sua fragilidade e grandeza.

A intuição criadora de Virginia, levou-a a perceber e explorar as possibilidades expressivas contidas nas cenas do cotidiano na casa onde Virginia estava hospedada em Santiago de Cuba (2011).

Totalmente dependente, a mãe idosa e doente e a filha amorosa, foram as protagonistas desse vídeo e desta série de fotos.

As cenas, cuja verdade, não omite nem os detalhes escatológicos, impressionam pelo enquadramento, luz e detalhes que lembram o clima néo expressionista de algumas pinturas de Lucien Freud (mãe sobre o leito).

Sem visão, praticamente sem fala em estágio avançado da doença, a mãe é um esquálido corpo idoso, flácido que jaz inerte sobre o leito, com um radio de pilha ao lado. Comunica-se com a filha, ao liga-lo, e através dele também ouve novelas de que gosta muito. A solidão e o desamparo da mãe, no finalzinho de suas forças vitais, contrasta com a vitalidade e o vigor da filha, que lava, cozinha, limpa, cuida, sem transparecer em momento algum o menor sinal de exasperação, rancor ou impaciência. Trata-se literalmente de uma relação amorosa pautada no respeito e na dignidade com que o ser humano merece ser tratado em qualquer circunstância da vida.

Parece simples, mas nossa sociedade costuma varrer para baixo do tapete temas incômodos como esse. A proposta de Virginia com seu antiesteticismo, coloca-nos a frente a frente, com a dura realidade da condição humana. Degenerescência, doença, velhice e morte são coisas que podem acontecer com todos, mas são incompatíveis com um sistema que propõe o consumismo de uma mundo artificial, fútil e sem piedade.

O aspecto chocante de algumas cenas registradas tem seu contraponto nas atitudes da filha corajosa, serena e fraterna. Numa das fotos com a mãe ao fundo, ela observa-nos em primeiro plano,  em seu olhar parece pairar um certa perplexidade pelo mistério da vida , que sobre seus cuidados se esvai.

No entanto ao registrar cenas tão impactantes, o olhar de Virginia não é de espanto, de repulsa ou de horror. É antes um olhar amoroso, feminino que aceita, acolhe, que revela (desvela), os meandros das relações humanas, neste caso, tão belamente representado.

Levando as fronteiras do espaço e local femininos, para bem além dos limites desmarcados pela sociedade patriarcal em que vivemos, Virginia nos desvenda de forma contundente um mundo que ficou pela exclusão, sufocado nas dobras do discurso dominante".

Joao Otávio Neves Filho – Janga
Membro da Associação Internacional de Crítica de Arte via a Associação Brasileira de Crítica de Arte (ABCA-AICA) 


Para postar comentários - escrever primeiro e depois no momento de publicar escolher o perfil: anônimo


sábado, 1 de outubro de 2011

Nos braços do mar



Você sabe por que o mar é tão grande, tão imenso... tão poderoso...
É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios.
Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro;
centímetros acima de todos os rios, não seria mar, mas sim uma ilha.
Toda sua água iria para os outros e estaria isolado.
A perda faz parte. A queda faz parte. A morte faz parte.
É impossível vivermos satisfatoriamente.
Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer.
Impossível ganhar sem saber perder.
Impossível andar sem saber cair.
Impossível acertar sem saber errar.
Impossível viver sem saber viver.
Se aprenderes a perder, a cair, a errar,
ninguém mais o controlará.
Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair,
errar e perder. E isto você já sabe.
Bem aventurado aquele que já consegue
receber com a mesma naturalidade o ganho e a perda...
o acerto e o erro... o triunfo e a queda... a vida e a morte
.
(autor desconhecido)