sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

HANOI - Vietna



Chegamos em Hanoi, em apenas 45 minutos de vôo pela VIETNAN AIRLINES, desta vez não pensamos duas vezes em decidir se viríamos de avião ou de bus, embora bem mais caro (U$ 170) poupamos 48 horas de viagem, se tivéssemos mais tempo com certeza a decisão seria outra. O visto foi emitido na Tailândia, pois sabíamos era necessário 3 dias (U$ 60).

Ao sair do avião a primeira grande surpresa: era inverno e fazia MUITO frio, em torno de 11 °C. Todas as pessoas muito agasalhadas com casacos, botas, cachecol e gorros. Nos completamente desinformadas de havaianas saindo de um calor de 35°C. Que CHOQUE!.


Hanói (1.300.000 habitantes), ao norte do país é a capital atual da República Socialista do Vietnã. Antigamente a capital era Saigon, mudou o nome para Ho Chi Minh (3.600.000 hab.) bem ao sul do país. Possui ao todo 11 etnias sendo as principais: Quines 87%, Haos 2%, Tais 2% entre outros 9%.

Buscamos um taxi e pedimos para ir ao CENTRO VELHO, lá é a parte turística onde se concentram os hotéis, agencias de turismo, mercado e MILHOES de motos, carros, bicicletas, triciclos e pessoas querendo atravessar, o transito é uma verdadeira loucura, todos andam em qualquer direção, buzinam muito e por incrível que pareça não se acidentam. Não chega a ser igual a Índia, creio que nenhum outro lugar no mundo pode superar a Índia mas este aqui não fica longe.

Encontramos um hotel maravilhoso, todo ao estilo Frances, com calefação, banheira, chuveiro a gás, café da manha e ainda com internet HI FI, apenas por U$ 10. A moeda daqui é dongue novo sendo que 1 dolar é igual a 20.000,00 dongs e 50 dólares são 1 MILHAO. Aqui posso dizer que sou MILHIONARIA, ou quiçá Bilionária!!!! Que emoção não é sempre que somos, ou melhor, estamos milionárias!

Como é de praxe a segunda coisa que fazemos ao chegar num lugar, depois de buscar acomodação é ir numa agencia de turismo e resolver nosso roteiro dos próximos dias, inclusive comprar as passagem para o próximo destino, uma vez que, estamos na alta temporada e ainda mais que aqui na Ásia é véspera de Ano Novo Chinês (4 de fevereiro). O clima é de festa, há muito movimento em torno disso. O comercio está sobrecarregado de enfeites, alimentos típico desta data e mini arvores carregadas de pequenas tangerinas e galhos secos com flores de pêssego, para colacarem em suas casas como nós preparamos nossa arvore de natal.



No dia seguinte, resolvemos fazer um City Tour, acreditamos que seria a melhor maneira de conhecer os principais pontos turísticos, pois a cidade é gigante e poucos entendem o inglês, já tinhamos sofrido muito com os taxistas nos outros lugares.

Apenas subimos no micro bus que nos recolheu no hotel, andamos alguns minutos e ao dobrar uma das esquinas o motorista bate sem querer numa moto mal estacionada quebrando o farol traseiro. A dona da moto logo começa a xingar e reclamar, o motorista então desce intentando chegar a algum acordo mas, sem sucesso subiu no bus e continuou terminando de derrubar a moto estraçalhando-a, a motoqueira aproveita a porta aberta do bus e sbe tentando avançar no motorista, ele continua a dirigir e ela entre gritos liga com seu celular para a policia, poucas quadras depois ela desce do bus que andava muito devagar e se coloca na frente impedindo o bus avançasse, foi um momento de medo para todos nos que assistíamos essa cena, medo que o motorista pudesse se irritar de vez e partisse por cima dela, nesse meio tempo chega a policia e se forma um aglomerado de curiosos. Depois de muitos gritos a policia leva a mulher e nos continuamos nosso tour. Fiquei muito triste com toda essa situação imaginando o quanto essa moto representa na vida dessa pobre mulher que talvez tenha trabalhado anos para pagar, ou quem sabe ela precisasse da moto para tirar seu sustento, ou ainda, se a moto não fosse dela. Há tantas hipóteses, mas de todas as formas é sempre um dano e por mais reparável que seja haverá muito suor extra.

Visitamos a antiga residência e o mausoléu de Ho Chi Min, o corpo dele foi embalsamado e milhões de pessoas o visitam diariamente. Ele foi um personagem muito importante aqui no Vietnã, um revolucionário, responsável pela libertação do país, antiga colônia da França.




O Museu de Ho Chi Min fica ali nas proximidades é algo fantástico, construído de maneira interativa, dinâmica e artística. País COMUNISTA, com o único partido político: Comunista do Vietnã (PC). Um dos 5 países comunista que existe no mundo: Cuba, Coréia do Norte, Laos, Mianmar e Vietnã

 


O templo: One-Pillar Pagoda, uma forma típica daqui construir um templo sob um pilar apenas. A religião que predomina ‘e o budismo com 67%, a seguir o cristianismo com 8% e outras 25%.

O Templo da Literatura, já no jardim fiamos encantadas com diferentes desenhos que fazem usando flores coloridas ou ate mesmo dando forma aos arbustos, alem dos alguns bonsais espalhados pelo jardim.




Visitamos um lugar onde se pintam quados com técnicas bem variadas, uma delas usam a casca de ovo colado e craquelado.




Mercado









A noite fomos até a estação de trem para prender outro trem para ir ao norte do Vietna, SAPA.



















quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Luang Prabang - Laos



Situada a 140 km da capital VIENTIANE e considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, uma pequena cidade de 16 mil habitantes que até 1975, ostentou o título de capital real. Tem muitas características de um país comunista, pequenos negócios com pouca variedade de produtos, praticamente os de necessidade básica (alimentos e produto de higiene), restaurantes simples tudo muito pitoresco e pouco luxuoso, lembra muito a Cuba.

O que mais chama a atenção são os inúmeros monges, mais de 600 entre crianças e adultos, com vestimentas cor de açafrão, que andam pelas ruas e possuem moradas em todos os 32 templos que a cidade possui. Eles são muito dóceis e hospitaleiros. Conversamos com muitos deles e nos contaram que estavam ali para estudar o budismo e depois de concluído iriam decidir por continuar sendo monges ou constituir uma família. As pessoas aqui são muito simpáticas e humildes. De baixa estatura e magras.










Subimos a colina de Phu Si para ver a vista da cidade e do rio; visitamos o museu do Palácio Real Haw Kham para conhecer a história local.




No templo Xieng Thong, nos encantamos com as paredes exteriores enfeitadas com mosaicos de vidro. Nos templos não se pode entrar de saia curta, bermuda ou calça muito justa e os sapatos se deixam na porta.




Nas barraquinhas  existente na frente de alguns templo vendem velas, flores e uma pequena gaiola de palha contendo um passarinho que ao soltá-lo neste lugar sagrado, se garante liberdade e paz de espírito.


Passamos pelo mercado local e como todos os mercados se misturam os cheiros intensos de frutas, verduras, espécies, carnes, flores,.... peixes vivos em bacias de água com O2, foi o mais diferente que encontrei!



A noite não podíamos deixar de ir ao “mercado noturno”, onde se pode comprar artesanato e provar comida exótica, mais de 6 quarteirões de barraquinhas e de tudo o que se possa imaginar, pura tentação. As mulheres aqui tecem com teares bem rústicos, com seda e outras linhas finas além de bordar e fazer pachwork.

As agencias de turismo oferecem vários passeios, entre eles: passeio de elefante, de bicicleta, de caiaque, de barco até as comunidades ribeirinhas e algumas cavernas e cachoeiras, caminhadas pela floresta e diferentes tour para cidades vizinhas.

A comida de Laos é bem parecida com a tailandesa, porém bem menos apimentada. Em geral guisados de verduras, carnes de porco, galinha e búfalo, ou ainda de frutos do mar. Estamos sempre querendo provar pratos típicos de cada região, ora em restaurantes “meia-boca”, ora em restaurantes super chiques e o valor não passa de U$ 10 por pessoa com bebida e sobremesa. Na nossa última noite nos demos o luxo de jantar num dos hoteis chics e assistir a um espetáculo de danças típicas.